18.05.2008
No Brasil, a possibilidade de um terremoto alcançar a escala do tremor
da China, de quase 8 graus na escala Richter, é muito remota, porque
estamos no meio de uma grande e única placa tectônica.
O tremor que assustou São Paulo, no dia 22 de abril, foi em um dos pontos da placa onde há várias pequenas falhas. Aquele terremoto chegou a 5,2 graus na escala Richter e foi sentido também no Rio, no Paraná e em Santa Catarina.
“É como se o tremor em São Paulo fosse as vibrações causadas por um impacto de um copo que cai de uma mesa. Proporcionalmente o terremoto da China equivaleria as vibrações do impacto de um cofre caindo de um prédio de cinco ou dez andares. O terremoto da China tem uma força, uma energia 30 mil vezes maior do que o tremor que ocorreu em São Paulo”, explica Marcelo Assunção, professor de sismologia – USP.
O que diminuiu o impacto do terremoto de São Paulo foi a localização do epicentro: 10 quilômetros abaixo do fundo do mar, a 215 quilômetros da costa. Se o epicentro fosse mais perto do continente, o tremor poderia ter feito mais estragos, como rachar paredes e comprometer construções.
Outra diferença do tremor brasileiro para o chinês foi a duração
do impacto. “No caso da China, o terremoto em si, fica emitindo vibrações
durante dois minutos. Aqui como o terremoto foi de magnitude pequena, quando
as pessoas percebem que tem alguma coisa diferente já acabou”,
afirma o professor.
fonte:fantastico.globo.com